sábado, 24 de junho de 2017

O FUTURO TEM QUE SER MELHOR PARA TODOS


As PESSOAS no olho do furacão da mudança do mundo. Sou influenciável pelo entusiasmo alheio. Mas achei que essa ideia de PESSOAS fosse força de expressão, alinhamento temático e teórico dos profissionais com quem andei conversando ultimamente e que contradizia algumas tendências que preferem colocar o algoritmo no lugar das PESSOAS.

Mas hoje é sabadão. E eu estava até agora surfando na rede, quando encontrei uma nota sobre futuras mudanças no Facebook. A rede social que agrega quase dois bilhões de usuários no planeta quer estimular o vínculo relevante, as reais afinidades entre grupos para que a experiência relacional seja cada vez mais útil e inteligente (clique aqui).

Então, a questão não se restringe a PESSOAS ou algoritmos. A questão é PESSOAS E ALGORITMOS. Ainda não sei bem... Mas para os Comunicadores, acho que isso é uma inquietação que se reflete diretamente nos desafios da linguagem. E ela encontra muitas formas de se expressar. Isso me fez lembrar do mote do 38° Congresso Brasileiro da Previdência Complementar Fechada: PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR PARA TODOS.

A identidade visual este ano coloca o elemento humano em evidência. A marca do evento literalmente abraça a PESSOA. Sugere a ideia de proteção aqui, agora e sempre. Sugere confiança no presente e no futuro. Que bom! 

A Shell está com uma campanha publicitária direcionada pelo conceito HUMANOLOGIA. Coincidência ou tendência? Coincidências não existem. Então acho que o recado é aproveitar as oportunidades para manifestar a melhor humanidade que há no ser humano.



E qual a vantagem de manifestar humanidade em um mundo tão adverso? Eu não sei a resposta para essa pergunta. Mas posso arriscar alguns palpites:

1. A humanidade pode nos redimir de nós mesmos e nossas falhas de comportamento mais primitivas.
2. A humanidade perdoa.
3. A humanidade se adapta e encontra soluções e respostas para as adversidades.
4. A humanidade é o vínculo relevante que nos une como espécie.
5. A humanidade pode ser uma resposta para a superação da escassez pela abundância.

Êpa! Viajei demais? Não! É só entender o que a plataforma Watson da IBM está fazendo pela medicina e perceber que existe uma convergência conceitual, uma complementaridade com a proposta de Mark Zuckerberg

Para finalizar este post, vou compartilhar aqui um vídeo que mostra na prática como na Pós Modernidade a leveza dos dinossauros se combina à estabilidade das borboletas, tema do meu post anterior (clique aqui). 

Troca intergeracional: Warren Buffett (86) e Bill Gates (61), amigos desde 1991. PESSOAS!! O primeiro, da área de finanças. O segundo da área de tecnologia da informação. Resultados: dois souberam como construir fortunas. Aprender a aprender: os dois souberam como operar novos mapas mentais em um mundo em mudança. Competência: os dois souberam como tratar estrategicamente informação. Interdependência: os dois souberam como e liderar e inspirar PESSOAS. Eles mudaram comportamentos globais. Influenciaram culturas. E assumem sem deslumbre nem ostentação a própria humanidade. 

Sei que o mundo é maior e pleno de inconsistências e desigualdades. Mas a fórmula do futuro que pode ser melhor para todos vai necessariamente combinar PESSOAS E ALGORITMOS.  Vou reler o livro HumanKind, de Tom Bernardin & Mark Tutssel, da Leo Burnett.


terça-feira, 20 de junho de 2017

PAIXÃO PELAS PESSOAS É ESTRATÉGIA PARA SER PRODUTIVO E FELIZ

As oportunidades que tive para conhecer sociólogos sempre foram muito transformadoras. Eles fazem a gente enxergar além!!! Minha orientadora, Maria Cristina Castilho Costa, é socióloga. Há algum tempo, na banca de defesa do meu mestrado, o único Octávio Ianni estava lá para propor uma reflexão e uma ampliação da minha pesquisa sobre a influência dos dados quantitativos na Comunicação, analisados pela perspectiva sistêmica. Um luxo! Aventuras assim são atemporais, eternas, singulares.

Então, é sempre bom estar preparado para conhecer sociólogos! Recomendo o estado de alerta, mas não sei se é exatamente possível praticar. Explico! Em maio/2017, a serviço da TV ABRAPP, precisei entrevistar o sociólogo Artur Roman. Eu estava pautada para a abordagem: ele falaria sobre os temas arte da palavra e argumentação. E foi assim, munida desses elementos e meu repertório pessoal sobre Comunicação que eu fiz o convite para a gravação do conteúdo do vídeo.

De verdade? Ele deu o primeiro pocket show sobre Comunicação na Pós-Modernidade. Eu fiquei atordoada! Entendi que tratava-se de over dose de informação qualificada concentrada. Mais tarde, comecei a pensar sobre o conteúdo como um convite para a mudança de comportamento. Ouvir mais! Diferenças como oportunidades para ser um ser humano melhor. Usar a objetividade e a efetividade na Comunicação para ser mais afetivo, ter mais tempo e transcender. Apaixonante!


Agora em junho/2017, novamente a serviço da TV ABRAPP, reencontrei o professor. Desta vez, além avisada, consegui assistir à palestra que ele preparou para tratar  dos Recursos Humanos na Pós Modernidade. 

Aprendi que na Pós Modernidade, a capacidade de adaptação é decisiva para a preservação ou extinção de espécies. Os 120 milhões de anos não foram suficientes para evitar que os dinossauros fossem superados como espécie. Aprendi também que Borboletas e Mariposas são o símbolo da Pós Modernidade. A diversidade e a fluidez são características que criam proximidade.  
Slide da palestra Um olhar dos Recursos Humanos na Pós Modernidade, de Artur Roman
O desafio mundo do trabalho hoje exige ambientar dinossauros e borboletas. Porque a Pós Modernidade é troca intergeracional significativa, é diversidade, criatividade, inovação, é utilização de competências múltiplas, é articulação de inteligência coletiva, é exploração não mais do trabalho, mas da alma! Não é uma tarefa simples. Mas dela depende a continuidade do ser humano como espécie.

Pode parecer paradoxal, porque a máquina hoje está muito em evidência. Pessoas, apaixonadamente, preferem olhar para seus smartphones mesmo quando o avião sobrevoa todas as paisagens iluminadas do Rio de Janeiro. Pessoas com fones de ouvidos deixam escapar um pássaro cantando ou outra pessoa se expressando. Pessoas com seus tablets e notebooks buscam sozinhas soluções para problemas quando poderiam compartilhar em prosa [e verso] respostas, questionamentos, inquietações.

Penso que recriar a surpresa da vida está nos bastidores dessa coisa toda do exercício da Pós Modernidade. Ver nas PESSOAS o apelo maior para todas as nossas atenções, esse é para mim salto de transcendência do eu para o nós, da consciência que exige o pós.
Slide da palestra Um olhar dos Recursos Humanos na Pós Modernidade, de Artur Roman
Penso que o vídeo que gravamos reflete essa orientação com mais propriedade. É com ele que encerro este post e uma provocação do sociólogo Michel Maffesoli: "Tento dizer, então, de maneira um tanto provocativa, que nas diversas manifestações da vida social não há simplesmente a racionalidade, e sim as emoções, as paixões". 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

FUTURO NÃO EXISTE. POR ISSO, A GENTE CRIA!

M-E-D-O. Já parou para pensar nisso? É um exercício importante para quem faz Comunicação e Educação Previdenciária. Muitas das narrativas sobre o futuro utilizam o medo como instrumento didático: a qualidade do futuro depende das suas escolhas presentes (olha o dedo apontando para o outro). Esse talvez seja o mantra que melhor sintetiza o trabalho que fazemos. E está certo! 

A mensagem está correta, mas a entonação pode mudar o significado. Fico pensando no mosaico de imagens que pode sustentar a afirmação: Você é responsável pela qualidade do seu futuro. Depende da minha intenção. Só de farra, sugiro três vieses. Pode ser fragilidade, vulnerabilidade, exclusão (medo). Pode ser independência, liberdade, autonomia (responsabilidade). Pode ser abertura a possibilidades, o desconhecido, o indeterminado (aventura). De propósito, não vou usar imagens aqui. Imagine você, Cara Pálida, seu próprio mosaico.

Para o primeiro viés, as imagens são quase óbvias. O medo é atávico. Território conhecido. Lugar comum. O medo virou moda! O medo vende! O medo é organizador de nossas vidas. Essas ideias foram discutidas em um episódio recente do programa Terradois (clique aqui). O medo real está associado a instinto de preservação. O medo irreal é fruto da ilusão. Tem muita diferença!

A caracterização da imagem para o segundo viés, responsabilidade, já exige outros recursos de imaginação para chegar a uma solução. E assim este post vai quase se transformando em um laboratório de Comunicação. Responsabilidade é séria? Séria e sisuda? Séria e simpática? "Disciplina é liberdade". Criar essa imagem que mostre o lado livre da responsabilidade exige mais criatividade, mais r-e-p-e-r-t-ó-r-i-o, conteúdo.

O terceiro viés é ainda mais amplo. Aventura para o futuro? Que futuro? O tecnológico, o território desconhecido onde eu tenho todas as escolhas, todas as possibilidades? Onde eu escolho o que eu quiser? Sim! Inclusive de não querer o serviço que está sendo vendido. Ah! Então, se o propósito é venda, essa proposta de abordagem não faz sentido, não merece atenção, pode ser descartada. Não! Não! Não, Cara Pálida! Essa proposta traz uma essência de diversidade e respeito, marcas do século 21.



Medo da estagnação ou medo de crescer?

Uma conversa informal, há duas semanas, me faz refletir sobre uma pergunta: a Previdência Complementar Fechada tem mais medo da estagnação ou do crescimento? Ainda não tenho a resposta mas estou apostando na segunda, mesmo considerando aquela orientação bíblica que tanto me encanta: "há tempo para tudo".

O crescimento é o que vai exigir novos esforços, novas soluções, novas responsabilidades. Tenho fôlego para fazer mais? Só saberei se me dispuser a fazer, claro! Sou pequena, eu-preendedora. Dá para competir com quem é maior? Só saberei se me dispuser a competir, claro! Tenho que, com entusiasmo, colocar na mesa aquilo que eu sei fazer de melhor para contribuir. Ter humildade para aceitar que o meu melhor pode não ser suficiente. Mas pode ser combinado a outras forças para compensar as insuficiências. O que eu não posso é me render ao medo.

Antes de vender o futuro de aventura, possibilidade, respeito e diversidade, eu preciso aceitar o conceito geral e os específicos. Eu preciso entender cada valor. A tecnologia pode ajudar na escala, mas só vai gerar resultados se os parâmetros forem claros, precisos. A tecnologia pode ajudar a alavancar o quantitativo: agilizar processos para ganhar tempo, organizar volumes maiores de dados para potencializar coberturas, compartilhar orientações, para subsidiar decisões. A tecnologia pavimenta o caminho.

Afinal, em breve, a Comunicação e a Educação precisarão vender o futuro para profissionais liberais: os planos setoriais estão chegando! Os planos setoriais terão de transformar a qualidade de futuro em objeto de desejo para familiares de Participantes e Assistidos da Previdência Complementar. Para quem não tem patrocinador. Para quem ainda não aprendeu a fazer escolhas. Para "clientes" volúveis, instáveis, possivelmente infiéis, mas que vão viver muito, com nenhuma, pouca, alguma ou a melhor proteção previdenciária... Depende do êxito do trabalho que eu fizer.

Penso que os planos setoriais têm muito potencial para desencadear uma transformação estrutural no jeito de fazer, nos paradigmas da Previdência Complementar Fechada. Se isso acontecer, estaremos contribuindo para transformar comportamentos e modos de ser da sociedade. Isso é muito ambicioso! Mas acho que um futuro diferente do presente, no mínimo [para não ser suspeito], exige muita audácia e novas narrativas para se chegar lá. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

SOBRE CERVEJA, PREVIDÊNCIA E CELEBRAÇÃO DA VIDA


Este post é uma tentativa simplista de fazer um balanço, uma síntese de tudo o que aconteceu comigo especialmente entre os dias 28 de abril e hoje. Foi muita experiência e informação junta, misturada e ao mesmo tempo, razão direta de três eventos específicos: o treinamento corporativo Atribuições Técnicas para Gestores da PREVICAT (Suporte Consultoria), 2º Encontro Nacional de Comunicação, Relacionamento e Educação da Previdência Complementar  Fechada - O hoje que transforma o amanhã (ABRAPP) e da oitava edição dos Encontros EMBRAER PREV.

Antes de 28 de abril, eu elaborei o material para ser apresentado. Enquanto me preparava para a apresentação, tomei consciência de que a minha apostila era diferente de todas as demais que eu já produzi para outros cursos. Eu simplesmente não consigo reproduzir experiências passadas, porque trabalho sob demanda. Ajusto o conteúdo sob medida para atender ao briefing do cliente. Customizo até onde minhas ideias alcançam. Então tenho várias apostilas, gosto de todas, principalmente da mais recente!!!

Aprendi, com o professor e sociólogo Artur Roman que disruptura não é ruptura. Simples assim, só que não! Disruptura é fazer o mesmo só que diferente. As técnicas de criatividade sugerem isso: diversifique o caminho para casa, experimente comidas exóticas, viaje, leia de tudo, pratique esporte, aprenda outra língua, toque um instrumento! Eu gosto de novas histórias mesmo que sejam sobre temas antigos!!!

José Felipe Carneiro, co-fundador da Cervejaria Wäls, em uma apresentação apaixonante com trilha sonora do AC/DC, mostrou isso na prática: como é criar e reinventar um produto que está no mercado e na cultura há mais de 9 mil anos. Nos tempos mais remotos,  a cerveja foi usada como moeda de troca. Disputa portanto o coração, a mente, o mercado e o bolso do consumidor com uma quantidade absurda de concorrentes só no segmento cerveja, mas que é maior ainda quando o universo é bebidas. 

"Pra ser boa, a meta tem que ser difícil e ousada". José Felipe Carneiro

A história da Educação Financeira e Previdenciária começou no Brasil entre 2006 e 2008. Teve que superar muita resistência, antes de ser aceita e praticada. Paulo César dos Santos, subsecretário do Regime de Previdência Complementar do Ministério da Fazenda, lembrou que, em 2014, a programação da primeira edição da Semana Nacional de Educação Financeira somava 191 ações. Veja! Foram pelo menos sete anos para que a Semana acontecesse!!! E muito ajuste de rota, até chegar em 2017. A programação da Semana este ano saltou para 1.004 ações. A demanda respalda o crescimento dos números. O Efeito Borboleta, que trata de possibilidades e potencialidades desencadeadas por um fenômeno sutil, ganhou exponencialidade. 

Você pode constatar, Cara Pálida, ainda é pouco! É verdade. O Brasil tem dimensões continentais, uma população desempregada que vende o almoço para pagar a janta, quem está empregado ganha pouco, a demanda por ensino de Matemática Elementar é imensurável. Como se não bastasse, quando o assunto é Educação Previdenciária - que além de se ter dinheiro para poupar, significa destinar essa poupança para a proteção da qualidade de vida no futuro -  é preciso lembrar ainda que a Previdência Complementar Fechada não tem fins lucrativos, compete em situação de desigualdade com instituições financeiras, em um ambiente em que a adesão aos planos previdenciários é facultativa e não automática. Ainda assim para limitar o tempo, desde 1977 [data da Lei 6435], a Previdência Complementar Fechada acumulou um patrimônio previdenciário equivalente a 13% do PIB brasileiro. E fizemos a história dar certo aqui, diferente do que aconteceu no Chile, por exemplo. Estamos longe, é verdade, da Holanda cujo montante acumulado atinge 120% do PIB. Se o impossível não existe, a gente chega lá! 



Nosso passaporte para chegar ao futuro são as ações que fazemos todos os dias. As escolhas ambiciosas que transformam o presente. O que era inconcebível em 2008, hoje as Entidades Fechadas de Previdência Complementar implementam de modo cada vez mais orgânico e natural.

Foi por isso que acompanhei com muito entusiasmos pelas redes sociais a realização da 1ª Feira de Previdência pelo SEBRAE PREVIDÊNCIA. Uma semana inteira de mobilização, interações com o público, aulas, consultorias, sorteios, fotos, posts. Show. Foi por isso que eu fiquei imensamente feliz com o Book de Ações CTRCOM e Marketing Nordeste, publicado pela ABRAPP. Trata-se de mais uma coletânea mostrando o trabalho de Comunicação em suas múltiplas interfaces e possibilidades. É muito legal conhecer as experiências de Comunicação, Relacionamento e Educação da BASES, CAPEF, CELPOS, CompensaPrev, ECOS, Falba e FasernVamos celebrar toda essa muita disruptura, minha gente!

E, para fazer mais e melhor, é bom deixar uma dica registrada aqui, depois de todas essas referências de gente que faz e manda bem. O educador e facilitador de mudanças Júlio Machado, durante o 8º Encontro dos Assistidos EMBRAER PREV, falou sobre comportamento minimalista que, claro, não se trata de uma excentricidade. É uma técnica para viver mais feliz. Porque ser feliz é mais do que ter dinheiro e gastar com cerveja. Ser feliz é ser livre e autônomo.

A coisa parece simples porque tem só três passos. 1. Evite comparações desnecessárias ou limitantes (a inveja é o único pecado que não te dá satisfação de volta). 2. Abra mão da razão (a verdade é única mas os pontos de vista sobre ela [o verdadeiro] são muitos. 3. Avalie o necessário, mas não julgue. Perdoe! Só os perfeitos não precisam de perdão. Perdoar faz bem à saúde física e emocional.

"Educação é a ferramenta de fazer gente", Luiz Alberto Oliveira

Vou compartilhar aqui um podcast do programa 50 Mais CBN. Trata-se de um bate papo entre quatro fantásticos: Mara Luquet, Alexandre Calache e Débora Freitas (CBN) e Luiz Alberto Oliveira (curador do Museu do Amanhã) sobre as ideias possíveis sobre o amanhã (futuro) e como se preparar para esse amanhã (clique aqui).

O que é bonito nesta história é entender que a moldagem do futuro é depende de muitas tecnologias. Uma delas é a Educação. A outra são os valores. E aí eu encerro este post com uma reflexão primorosa e matadora de Maurício Messias, do Economus: a disrupção é primeiro comportamental e só depois instrumental. Brindemos: gracias a la vida! 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

O FUTURO VEM DO FUTURO

O título deste post tem autoria do professor Sílvio Meira. E eu adotei como um tipo mantra. 

O futuro é um conceito, uma perspectiva. Mas quem lida com as possibilidades e potenciais de suas  narrativas, utopias e também conhece suas distopias tem a responsabilidade de materializar e entregar um futuro de qualidade compartilhável.

O futuro não acontece exclusivamente por meio saltos, ainda que sua história possa sugerir assim. O futuro é também incremental. Acontece todos os dias, aos poucos, mesmo que nossa atenção não reconheça ou legitime esse processo. Aí, é óbvia a sensação de salto - mas muitas vezes trata-se apenas um lapso de percepção.



Há muito tempo, sempre questiono quem eu posso sobre a questão da destinação de dinheiro digital para proteção do futuro. Trocando em miúdos: com a infraestrutura e a legislação correta, a gente pode usar bitcoins, pontuação de cartão de crédito, milhagem, crédito de NF para uma poupança previdenciária?

Esse é o meu exercício de querer trazer o futuro para o presente. Este é o meu questionamento, que tem por base uma Educação Previdenciária como prática de sustentabilidade e consumo consciente de modo orgânico, articulado e integrado.

Hoje - nas redes sociais -  achei a primeira resposta convincente para essas minhas dúvidas. Ela vem nada mais nada menos do que Gustavo Cerbasi.



O arcaico é resistente, mas o futuro é fato

Mírian Leitão escreve sobre as resistências do arcaico. O arcaico é o maior obstáculo às fabulações sobre o futuro. Mas o futuro é fato! Se parte das instituições brasileiras preservam e cultuam arcaísmos, também há aquelas que, por exemplo, oferecem infraestrutura tecnológica para simular novos ambientes de negócio.

Pela perspectiva da Comunicação e da Educação Previdenciária,  essa convergência com a Tecnologia da Informação é estratégica e irreversível. Trata-se somente de uma questão de tempo, obsessão por resultados e da própria eficiência financeira.

A minha fabulação de futuro fala de decisões facilitadas e naturalizadas - como o uso do cinto de segurança. Não como modinha ou porque estou sujeita à multa... Mas como um dos recursos de pode dar mais proteção à minha vida em ambiente de risco! Estou falando de consciência e lógica! Consciência e lucidez são grandes estimulantes para quem quer viajar até o futuro sem sair do presente.

terça-feira, 2 de maio de 2017

COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO: BRINCADEIRA DE CRIANÇA... SQN!



Neste feriado, parei para pensar nas resistências que comunicadores e educadores da Previdência Complementar enfrentam na realização deste trabalho tão revolucionário e estratégico. A começar por nós mesmos! Os resultados em Comunicação e Educação são construídos no longo prazo.
Mas é comum lidarmos com a frustração de não alcançar o dado, o número, a resposta, o resultado que queremos simplesmente porque a ação que implantamos precisa de mais tempo, o que é incompatível com o imediatismo que demanda decisões pela  descontinuidade nas mensagens, nos processos, nos canais que tanto trabalhamos para criar.

Imediatismos e restrições orçamentárias dificultam que tenhamos um histórico consistente que nos aponte tendências, preferências, interesses dos públicos com os quais trabalhamos. Mesmo com a legislação a favor de comunicadores e educadores da Previdência Complementar a partir de 2008, a crise econômica dos últimos dois anos provocou retração também no trabalho de Comunicação e Educação em expansão até então.

Some à instabilidade do ambiente, as resistências de segmentos do público estratégico que mais deveria se interessar e fortalecer o ecossistema comunicacional em que a Previdência Complementar se estabelece. Afinal, teoricamente, quem tem expectativa de uso (Participantes) e quem tem experiência de uso (Assistidos) dos benefícios deveriam ser os maiores defensores da Previdência Complementar que, por natureza e só para começar, não tem finalidade lucrativa.


Estratégia e perseverança

É preciso compensar o ambiente desfavorável com muita estratégia e perseverança. Às vezes, reformular a mensagem ajuda a revitalizar e ativar um canal que em algumas empresas já não existe: o mural.

Ah! Até em elevadores, o bom e velho mural foi substituído pelos monitores que veiculam mensagens digitais. Mas em alguns lugares, eles ainda existem. Na semana passada, vi alguns deles. O analógico e o digital! Para comunicadores e educadores, tudo é suporte, tudo é recurso. Mas às vezes precisa ser refuncionalizado para dar relevância às mensagens e ganhar relevância como meio.

Penso que a técnica exige fôlego para  implantar meios, segmentar públicos, elaborar mensagens, ativar canais. Mas a negociação para aprovar essa estrutura e esses processos e programas de Comunicação e Educação é ainda mais complexa, porque esbarra na cultura institucional que pode ou não favorecer o trabalho.

Também penso que os números são poderosos aliados em situação de impasse cultural. As prioridades podem ser estabelecidas com base nos números. Autoatendimento ou atendimento personalizado? Cada modelo demanda um custo, uma infraestrutura, um tempo, uma escala. O que é mais viável para o seu planejamento?

Blogue ou rede social? Conteúdo autoral ou clipping? Que perfil de consumo de mensagens tem o seu público? E se a resposta for conteúdo híbrido? Quem desenvolve a curadoria? O mesmo vale para mensagens SMS e Whatsapp.

É simplista pensar que existem respostas fáceis. É simplista achar que existe retorno rápido. Tudo deve ser construído, testado, adaptado, ajustado para cada público. Mas é certo pensar que, com o tempo, os processos vão ganhando sintonia fina e os resultados cada vez maiores e mais sólidos. Não existe milagre. Se a lâmpada funcionou, foi porque Thomas Edison acreditou na viabilidade, insistiu e trabalhou até a ideia virar realidade.


Fiquei muito feliz com a programação do 2º Encontro Nacional de Comunicação, Relacionamento e Educação da Previdência Complementar, que a ABRAPP realiza na próxima semana no Rio de Janeiro (clique aqui). Tem comemoração à Semana de Educação Financeira, tem inclusão da família, envolvimento dos dirigentes. Mas acho que o que mais me deixou curiosa foi o tema da palestra de encerramento: Inovação: crescimento disruptivo, apresentada pelo fundador da cervejaria Wäls. 

Acho que nos bastidores da apresentação estará uma ideia que hoje tem me provocado: quais soluções e respostas os pequenos têm para virar o jogo? Tamanho é documento? Como se constrói uma cultura com foco no futuro? Como se constrói o engajamento nesta cultura, quando o futuro é só uma possibilidade?

A minha inquietação é uma forma de resistência. Eu preciso dessa resistência em ambientes desfavoráveis, incômodos. As respostas que eu quero encontrar me ajudam a formular novos mapas para trilhar esse ambiente que rejeita amadores (será que algum dia será diferente?). E a esperança, que me trouxe até aqui, é a mesma que vai me ajudar a transformar o que eu conheço no futuro que eu quero alcançar.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2017 TEM HORIZONTE DE LONGO PRAZO

Se você ainda não assistiu, recomendo que assista a pelo menos um dos Encontros Regionais que a ABRAPP vai realizar até maio de 2017. Em São Paulo, aconteceu no dia 10 de abril. Mas a série ainda vai passar por outras capitais (veja a agenda). 

A experiência presencial é importante, porque traz a oportunidade de interagir com os palestrantes. Afinal, não é todo dia que uma instituição, por exemplo, compartilha seu Planejamento Estratégico 2017-2019, exibindo a análise de ambiente e mapa mental que levaram à estruturação de seis pilares estratégicos e ao desenho de ações e campanhas que deverão nortear o trabalho e a atuação da ABRAPP, SINDAPP, ICSS e UniAbrapp.

Ah! Você não consegue acompanhar o presencial? Bom, então, espia todos slides da apresentação (clique aqui). Dá para ter uma boa ideia que há muito trabalho pela frente. 
Das imagens que eu mais gosto, selecionei três, porque este é apenas um post. Então, acho que está de bom tamanho para explicar o que eu penso.


O primeiro slide mostra alguns pontos de partida, entre eles alguns estudos e pesquisas setoriais que ajudam a descrever o ambiente e o momento do Sistema de Previdência Complentar Fechado. As mudanças que as Reformas Trabalhista e da Previdência deverão trazer para as relações entre o trabalhador e o mercado de trabalho. E como enfrentar esse cenário? Quais são as oportunidades? A apresentação completa mostra isso.




O segundo slide que eu gosto muito é este com os seis pilares estratégicos que sustentam o Planejamento Estratégico. Todos são importantes, mas meu foco, claro, está no segundo pilar: Cultura Previdenciária. Ela sempre está presente! Até 2019, estará explicitamente presente. Afinal, Previdência e aposentadoria são temas recorrentes junto à sociedade. Vêm à reboque da Reforma da Previdência Social. Então, é preciso aproveitar o debate, essa janela de oportunidade junto à sociedade, para estimular atitudes que realmente possam promover mais cobertura previdenciária para o trabalhador.



Finalmente, o terceiro slide que eu gosto muito trata das campanhas. A segunda - Educar para Crescer - é a que mais me agrada aos olhos e ao coração. A terceira também: Engajamento Essencial, especialmente quando estamos próximos a uma mudança de impacto: a adesão automática em curso.

Ela vai exigir que as EFPC trabalhem com uma lógica reversa em seus processos de Comunicação e Educação. Ao invés de batalharem pela concordância em participar do Plano, terão de reter e reverter as discordâncias. Sem ilusões! Hoje a FUNPRESP - que tem adesão automática - já experimenta essa rotina em seus processos e tem soluções em Comunicação, Educação e Relacionamento para garantir resultados.

É óbvio que o Planejamento Estratégico da ABRAPP/SINDAPP/ICSS/UniAbrapp vai muito além do que eu pontuei aqui. Mas - pela perspectiva da Comunicação e Educação - acho que dá para ter uma ideia do que deve vir por aí.

O mapa da FIBRA

Se você é como eu  e gosta dessa história de mapas, modelos, planos, então sugiro que também consulte e veja o mapa estratégico 2017 da Fibra Fundação Itaipu (clique aqui). Como me explicou o gerente de Informações e Processos da Fibra, Marcos Adlich, a Entidade trabalhou para que o foco do Planejamento Estratégico fosse a melhor experiência do cliente (Participante/Assistidos/Patrocinadores). Para ele convergem as ações e as melhorias de processos. Se você ler o mapa da Fibra, veja que o cliente figura na Missão e na Visão Institucionais.

Dá para perceber que, neste post, o método dedutivo sugere que partimos de uma concepção mais ampla e aberta do Planejamento Estratégico, para chegar a um recorte bem particular do trabalho na prática? Quando o trabalho consegue proporcionar experiências únicas, como a Fibra pretende, ele também transforma a comunidade, o ambiente e toda a sociedade? Trabalho de qualidade e experiência positiva única para o cliente são intransitivos.

Vem aí...

Além da adesão automática (ou inscrição automática, como querem alguns), também estão em curso o Plano Setorial Abrapp (abrange trabalhadores, empreendedores e familiares) e o Simples Previdenciário, projetos cujo sucesso depende do êxito das ações de mobilização, sensibilização, informação, Comunicação e Educação Previdenciária que serão implementadas até 2019. 

Para mim, que não pretendo parar de trabalhar por enquanto, será uma satisfação acompanhar, registrar e compartilhar aqui tudo o que eu puder testemunhar. E se, de alguma outra forma, eu puder contribuir com tudo isso, estou pronta desde djá! Futuro, aqui vou eu.

terça-feira, 11 de abril de 2017

EU ME ENGANEI SOBRE A LONGEVIDADE

Não, não foi como o Jorginho Guinle, que errou os cálculos, torrou e herança porque achou que fosse morrer aos 70 anos, só que não! Foi assim: eu estava zapeando a TV no domingão à noite e vi a FOX reprisando Êxodo, filme que conta a história de como Moisés falou com Deus, liderou a libertação e conduziu os hebreus na travessia pelo Mar Vermelho e depois pelo deserto.
Tem algumas cópias sem qualidade no Youtube. Eu até pensei em baixar o filme para colocar o conteúdo que me interessava aqui. Mas vou apenas indicar o trecho e quem quiser assiste no Youtube. Mais ou menos aos 13 minutos do início do filme (varia conforme o vídeo), Moisés e o ministro do faraó conversam. E o ministro reclama que o problema de desequilíbrio da economia do Egito é a longevidade das PESSOAS. Sério, 600 A.C!

Daí lembrei de Matusalém, avô de Noé e outro personagem bíblico. Ele é famoso pela vida longa: 969 anos. O próprio Moisés tinha 80 quando começou a empreitada de enfrentar o faraó e quase 200 quando morreu. E não é só isso! O tempo todo, Moisés se reúne com anciãos. Aliás, os clãs de anciãos estão sempre presentes na Bíblia. Eles foram decisivos na condenação de Jesus Cristo, 600 anos depois de Moisés. E eu que achava que envelhecer era a marca do século 21... Nada disso! A tabelinha a seguir mostra a idade de alguns patriarcas bíblicos.


É claro que a precisão nas informações bíblicas é relativa. De qualquer forma, estou atenta assim a essas histórias porque há poucos dias estive em Belo Horizonte e o professor Ivan Sant'Ana Ernandes propôs que eu escrevesse sobre o tema "ditadura da longevidade". A expressão é dele. De cara, achei meio arriscado, porque o aumento da longevidade é fato estatístico. Trata-se de um fenômeno global. Não há o que contestar.

Mas - por causa do papo entre Moisés e o ministro do faraó - entendi um elemento a mais nessa equação. A longevidade pode não ser uma realidade nova. A associação entre longevidade, economia e política também não é. Mas a novidade talvez seja sua incômoda e excessiva associação com o elemento MEDO. E esse pode ser o caminho para a ditadura da longevidade, que justifica tudo, até reformas previdenciárias paramétricas pouco transparentes.

Aceita que dói menos, SQN

Talvez, no passado, as PESSOAS aceitassem melhor e integrassem o envelhecimento com naturalidade à vida, afinal até a metade do século 20, sobretudo em países em desenvolvimento como o Brasil, a expectativa de vida ao nascer era em média 50 anos. A Medicina, a urbanização e outros fatos foram mudando  estendendo esse número e hoje no Brasil a média é de 75 anos.

O medo chega junto com o encolhimento das famílias. Quem vai me pôr e tirar do sol, quando eu não for mais útil? pergunta o Padre Fábio de Melo. Na época dos anciãos bíblicos, os descendentes normalmente faziam essa tarefa de cuidar dos mais velhos. Mas dependia da cultura e das circunstâncias.

Lembrei de outro filme, Balada de Narayama, clássico japonês sobre os hábitos econômicos de enviar os anciãos com mais de 70 anos para o topo da montanha, onde ficam esperando a morte chegar. É uma história sobre escassez, fragilidade e desamparo.

O medo, sem dúvida, é um instrumento didático estratégico. Pode levar à ação ou à paralisação. Mas o medo não pode sustentar para sempre um "ditadura" seja ela qual for. 
A Educação Previdenciária promove a autonomia, a emancipação, a transformação positiva por meio do estímulo às melhores e mais conscientes escolhas A transparência, a coerência, a eficiência são elementos intransitivos e libertários. Por isso, empoderam. 

Sim! Eu me enganei sobre a longevidade. Mas as evidências que a Educação Previdenciária transforma comportamento, prepara para uma vida mais sustentável, digna e com mais qualidade, isso eu não tenho dúvida.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

HÁ RESPOSTAS PARA VIVER DEMAIS?


Há respostas para viver demais? Viver por mais tempo. Abandonar a linha reta para experimentar as possibilidades, a sinuosidade do século 21?Parece filosófico,existencial? É, com muitos aspectos pragmáticos, é claro! E muitos eu termino colocando em evidência aqui. Mas o tempo tem muitas dimensões, além da pragmática. Viver de um jeito só, viver uma só história, linearmente é pouco. Esse jeito não cabe mais no século 21. E - sim - a aposentadoria é uma dessas linearidades que se transformaram.

Ontem - por dica do professor Nivaldo Cândido Oliveira - assisti a parte do episódio do programa Terradois, da TV Cultura, que se propõe a ajudar a pensar as mudanças do tempo que vivemos. Minha surpresa foi ver o tema aposentadoria figurar com naturalidade no meio da reflexão. Sem dúvida, precisamos demais e de mais abordagens como essa.

video

Este é só um drops da reflexão de ontem. Quer ver mais? Vai lá no Youtube. Os vídeos do programa estão lá.

Na semana passada, a trabalho, assisti a uma aula do atuário-prodígio João Marcelo Carvalho (UniAbrapp) que, entre outros assuntos, falava da securitização do risco de longevidade. Há resistências à ideia que, se há algum tempo era ficção, hoje é fato. Houve resistências ao projeto da Educação Previdenciária. As resistências são próprias do estranhamento ao novo. Mas aos poucos o novo se naturaliza e a vida incorpora essas respostas, essas soluções.


Ainda que as narrativas do nosso tempo insistam em conservar padrões experimentados até o século 20, a vida tem outra configuração agora. Não? Então por que o economista Eduardo Giannetti da Fonseca vai aparecer hoje no programa Amor & Sexo

Esse é um caldo diferente. Temos que reconhecer! E desse reconhecimento dependem as respostas que daremos a nós mesmos para a pergunta: conseguimos expressar e dar forma a toda a vida que há em nós? Penso que hoje a resposta pronta ideal para essa pergunta tem só seis letrinhas: sempre! Mas eu mesma já não sei se isso basta. 2017 trouxe muitas dúvidas para mim. O que eu sei é que estamos em busca. Muita gente está. Muita gente quer saber. É meio que o horizonte sem fim. Porque se tiver fim, deixa de ser horizonte.

sexta-feira, 31 de março de 2017

A PARTIDA É O SUCESSO


Ontem, participei da primeira reunião de planejamento do 38° Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão - CBFP. É o sétimo ano consecutivo de um trabalho minuciosamente estruturado. Meu mapa pessoal do CBFP inclui Recife, São Paulo, Florianópolis e Brasília. Este ano, o evento será aqui na megalópole paulistana.

Essas lembranças me fizeram pensar no que já vi e li sobre o navegador brasileiro Amir Klink. Sucesso não existe. O que existe é responsabilidade para atuar em um time técnico de elite e interdependente, maturidade e capacidade para superar imprevistos, trabalho duro, planejamento, planejamento, planejamento. E muito cuidado com cada detalhe. 

Coincidência ou não, Amir Klink foi economista e atuou no mercado financeiro no século passado, quando a economia no Brasil era caracterizada pela turbulência das grandes inflações. Ele não segurou a onda financeira. Preferiu o oceano.

A gente segue por aqui mesmo. A inflação é outra. Aprendemos a mantê-la sob constante vigilância. Mas voltamos a enfrentar aumento de taxa de desemprego, estamos em processo de terceirização e pejotização do mercado de trabalho e agora a longevidade também passou a compartilhar esse cenário. Estamos aprendendo a domar a corrupção.

Futurologia

Ninguém sabe ao certo o que vem por aí. O Chile não sabe. Lá modelo de previdência capitalizada está em crise. As administradoras de fundos de pensão operam desde 1981 para 10 milhões de trabalhadores. Mas os benefícios é menor que US$ 400/mês. Os chilenos estão reivindicando um sistema público de Previdência (Fonte: Lendo a Mídia Internacional). A Alemanha não sabe. Lá há um conflito de interesses entre sindicatos, patrocinadores, fundos de pensão, pequenas e médias empresas (Fonte: Lendo a Mídia Internacional).

O Brasil também está buscando um modelo que melhor atenda às características demográficas, políticas, econômicas de nosso país. Porque Previdência permite muita coisa, menos leviandade. Tudo é muito complexo. Cada decisão determinará uma entrega diferente. Não há "o melhor". Há o possível.

"Diria que nossa especialidade hoje é encontrar um equilíbrio entre inovação, tecnologia e viabilidade econômica". Amir Klink

O futuro - até onde podemos ver - vai depender do resultado das Reformas Trabalhista e Previdenciária e da agilidade para incorporar a diversidade dos trabalhadores à Previdência Complementar, por meio de inovação em Tecnologia da Informação e Comunicação.

Para mim, esse momento é conceitualmente muito inspirador, motivador, cheio de entusiasmo. Tem muito mar no meu horizonte. E, como diz o poeta, viver é impreciso. Navegar é preciso! Bora lá?




Estou indo! Essa é minha partida. Esse é o meu momento de sucesso. O porvir é trabalho, trabalho, trabalho. Mas, e daí? Se esse trabalho que me trouxe até aqui conquistar novas partidas, valorizará a aventura da minha vida. Então, o desenho do plano para mais essa jornada já começou. E que ele me leve para novos portos. 


"Não existem planos perfeitos, nem viagem perfeita. Mas há um momento em que você precisa partir. [...] Os planos reduzem os riscos, mas não podem assegurar que tudo vai dar certo na viagem". Amir Klink

sexta-feira, 17 de março de 2017

100.000+ E CONTANDO!!!!!

No Brasil, a coisa anda complicada! A minha timeline hoje parece vitrine de açougue. Além de fotos e textos horríveis, os fatos não poderiam ser mais podres. Então, para eu pensar em outras histórias - a imaginação nos salva de tudo - melhor eu me dedicar a um número muito especial: o conteúdo do Conversação superou as 100.000 visualizações.
Penso que o maior desafio de manter um blogue no ar é a disposição para buscar informação - especialmente quando o mundo parece que está patinando em si mesmo... Faz uns dois anos que ando com essa sensação. Não é só o Brasil! É o mundo.

Para mim, a origem das melhores notícias não está mais nas grandes instituições. Está nas decisões e lições muitas vezes anônimas que - essas sim! - surpreendem, transformam, fazem a vida melhor. No livro História do Futuro - o horizonte do Brasil no século XXI Mírian Leitão avisa:

"Países, como pessoas, vivem períodos em que nenhum fato relevante acontece. Como se o tempo parasse. Depois a história se acelera". 

Para quem trabalha com conceito de futuro, tempos de estagnação significam um garimpo árduo, uma colheita minguada. Mas a gente insiste porque acredita que pode contribuir para reforçar, inovar, recriar, ressignificar esse conceito de futuro e alavancar a construção de uma vida melhor. A gente acredita que pode tocar as PESSOAS e influenciar boas decisões. 

Então, insiste em aprender mais e sempre. Então, vai em busca de quem já avançou no processo. E não desanima! A gente vê os números, que representam uma grande responsabilidade e talvez mais expectativa de que a gente siga produzindo, pensando, criando conteúdo... Não sei bem. Eu também não sabia quando comecei com o blogue. Mas continuo aqui, emocionada diante da semente germinando. E agradecida pelos milagres que nos cercam todos os dias.



terça-feira, 14 de março de 2017

CBS PERTO DE VOCÊ FAZ EVOLUIR DNA DA EDUCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA

Algumas notícias são poderosas para criar perspectivas! Hoje recebi um e-mail marketing com o seguinte call to action: CRIE SEU PROJETO DE VIDA. A imagem que sustenta o texto é linda! E a peça tem a assinatura, a marca, a grife CBS Perto de Você, programa de Educação Previdenciária da CBS Previdência, referência pelo pioneirismo, inovação e reconhecimento - o CBS Perto de Você conquistou o Selo da Estratégia Nacional de Educação Financeira.

Todos esses apelos seriam suficientes, só que o melhor da história vem agora: o call to action é um convite para experimentar uma nova ferramenta que ajuda a prospectar sonhos e planos de vida. 

Para quem acompanha as ações de Educação Financeira e Previdenciária, essa mensagem é claramente direcionada para o público jovem, sempre um desafio! É uma proposta à interação. Cria uma relação entre projetos de curto, médio e longo prazos. Promove o planejamento permanente! 

Sem dúvida, é mais um salto no processo evolutivo da Educação Financeira e Previdenciária, que transita por fábulas, mascotes e metáforas - formigas, cigarras, porcos, corujas, girafas, robôs, caixas d'água, condomínios - avança para os simuladores e aplicativos que compartilham informações e dados sobre patrimônio previdenciário e aposentadoria. Cria vínculos por meio dos agentes previdenciários, das palestras informativas e motivacionais, cursos, seminários presenciais e jogos interativos. E agora ganham mais um elemento: a interface subjetiva da combinação tempo/dinheiro: os sonhos!

Era uma vez...

Há alguns anos, durante uma palestra sobre o tema Criatividade e Inovação, Milena Macedo, da Funcef, me perguntou se havia outro jeito para criar, diferente de ficar acordado de noite, pensando em soluções para desafios... Não, não há! As inovações incrementais acontecem assim mesmo, com suor: lapidando, polindo permanentemente a pedra filosofal, encontrando interfaces, ora com a Tecnologia da Informação, ora com a Pedagogia, ora com a Comunicação, Relacionamento, Atendimento ao Cliente, Diretoria Executiva e sempre com os Participantes e Assistidos. E sempre com o core business da Previdência Complementar: a poupança de longo prazo.

O que me encanta ver é que as soluções não se excluem, mas dialogam e se articulam entre si para promover a naturalização de um hábito tão estratégico e contrário a uma cultura ainda imediatista. A Educação Previdenciária é revolucionária: faz sonhar! A Educação Previdenciária liberta: mostra que é possível! A Educação Previdenciária transforma: ensina o caminho para realizar!

Indicadores: além da performance dos investimentos

À medida que Participantes, Assistidos, não participantes são expostos a informações de qualidade, apelos à interação e aprendendo sobre as vantagens da poupança de longo prazo, os indicadores reagem. 

Não é apenas o patrimônio previdenciário que aumenta! As adesões, o percentual de contribuição, as contribuições extraordinárias, as portabilidades de entrada, os benefícios de aposentadoria, a confiança na gestão, a satisfação! Tem um indicador que diminui, o que é positivo: os resgates. Sim, a Educação Previdenciária é efetiva, ainda que os recursos financeiros a ela destinados sejam reduzidos!

A perspectiva sobre a qual eu falei no início desse post fica por conta também de um sonho: quando as circunstâncias superarem as incertezas, instabilidades; quando o ambiente voltar a ser favorável ao crescimento econômico e à empregabilidade, as conquistas realizadas por meio da Educação Previdenciária serão mais diversas e amplas. Trabalharemos em solo mais preparado. E os resultados serão ainda melhores!