terça-feira, 14 de novembro de 2017

MATEMÁTICA: VAMOS RECONTAR ESTA HISTÓRIA!!!

Esta semana o Jornal Nacional vai apresentar uma série sobre a presença e importância da Matemática na vida cotidiana. Fico pensando: quando superarmos o medo do que nos parece complexo ao pensamento, dominaremos o mundo. Veja a chamada: 

Assustadora, ela está nas coisas mais simples da vida: a matemática



A reportagem é boa. Gostaria que mostrasse também o diferencial competitivo de quem entende de cálculos, projeções, decisões com base em análise de dados. A vida intuitiva - no século 21 - tende a dar mais espaço para essa competência que se adquire por meio dos números. A Tecnologia da Informação exige esse reposicionamento! Nós exigimos, quando buscamos por precisão, rapidez, mitigação de riscos, garantias de resultados. Mesmo a Comunicação - que até o século 20 era considerada parceira da criatividade, do subjetivismo, da interpretação - passou a ser monitorada por recursos de medição, indicadores, dados estatísticos.

A Matemática está no compasso ou descompasso das nossas veias. A gente vê o número no monitor e sabe se a pressão sanguínea está ou não normal. Os batimentos cardíacos. Os impulsos elétricos. Quantos alunos cabem em uma sala de aula? Quantos passam no exame do ENEN? Quanta cidadania e dignidade poderia ser resgatada com a mitigação da corrupção no Brasil e no mundo?

Ainda ontem, escrevi uma matéria sobre o trabalho de um padre. É impressionante o número de casamentos, batizados, missas, reuniões, doações, aulas para adultos - entre outras atividades - que uma igreja pode realizar. Tive acesso a todos esses dados. E precisei conciliá-los em uma história coerente.

Pessoas exponenciais

Tenho insistido em uma leitura considerada meio que bíblia do século 21: Organizações exponenciais - por que elas são 10 vezes melhores, mais rápidas e mais baratas que a sua (e o que fazer a respeito) - de Salim Ismail, Michael Malone e Yuri Van Geest, rrio da Singularity University.

Entre outras ideias associadas à Tecnologia, eles revêm o conceito de abundância no século 21 - tratado também por Peter Diamandis - em contrapartida ao conceito de escassez presente em toda história da humanidade. Organizações exponencias geram impactos em escala. Transformam o mundo e o comportamento. Os exemplos são muitos. E os cientistas estão realmente entusiasmados com a celeridade dos avanços.

Há, entretanto, uma conta que não fecha: a distribuição, a democratização do acesso a esses avanços. Isso ainda é uma incógnita. No início deste século, quando preparei minha dissertação de mestrado e defendi na academia uma reflexão sobre a importância dos dados quantitativos na linguagem jornalística, minha ideia era estimular a discussão sobre essa competência que pode desenvolver a exponencialidade nas PESSOAS. O empoderamento - que naquela época eu chamei de cidadania e autonomia. 

Porque um leitor autônomo - com pensamento livre - tem mais recursos da razão para justamente se posicionar diante da escassez, da abundância, da distribuição, da concentração. Ele tem uma relação mais orgânica e não de medo ("assustadora matemática") com o mundo. Isso vale para o leitor, o telespectador e, principalmente, para o jornalista. Vale para todos. 

E a superação dessa limitação talvez desencadeie o que a Física chama de Efeito Borboleta - reação em escala - a favor de uma relação mais harmônica entre a espécie humana. Sei, parece projeções de Poliana!!!! Mas, Cara Pálida, só faz sentido se mudar para melhor. Eu penso assim!

E fica uma pergunta na minha imaginação: será que nós que criamos narrativas - corporativas, educativas, jornalísticas, publicitárias - sobre o mundo, desenvolveremos novas habilidades para contar números, histórias sobre números, prosas sobre homens, vida e futuro?

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O QUE VOCÊ VAI SER, QUANDO ENVELHECER?


Já faz tempo que eu busco respostas para essa pergunta: o que você vai ser, quando envelhecer? Porque essa pergunta é muito, muito moderna. E não, eu não estou sozinha nesta reflexão. Ontem, o programa TERRADOIS, da TV Cultura, trouxe o tema "Envelhescência" à discussão. Vale à pena investir 40 minutos nesta viagem!

 A velhice é individual! Acho que é por esse motivo que esta foto me comove tanto. No século 21, mais do que finitude, velhice se transformou em possibilidade. Isso é bom e ruim. Velhice é privilégio. Nem todos conquistam essa experiência. E velhice não é democrática! As condições financeiras são determinantes para que a experiência da velhice esteja garantida em nosso currículo de vida.

As estatísticas comprovam o que eu terminei de escrever. O Mapa da Desigualdade, divulgado em outubro, mostra que a diferença de tempo de vida a favor de quem é rico - em São Paulo - chega a quase 25 anos (clique aqui). O idoso é um sobrevivendente! Mas a questão não se limita ao aumento da longevidade. Nem mesmo se refere ao aumento do tempo de serviço, tempo de contribuição à Previdência Social. Trata-se de uma questão econômica. Trata-se de uma questão de oportunidades. Trata-se de maior ou menor exposição à violência. Maior ou menor acesso à infraestrutura, à saúde.


Tempo com dinheiro

Penso que a Reforma da Previdência não é resposta para todos os problemas econômicos e sociais do  Brasil. Penso que a Reforma Tributária não é resposta para todos os problemas econômicos e sociais do  Brasil. Penso que a Lava-Jato não é resposta para todos os problemas políticos e éticos do Brasil.

Mas são iniciativas de caráter mais genérico que, uma vez implantadas, podem ser aprimoradas para chegar a situações específicas - como os privilégios, como a tributação de heranças e grandes patrimônios, como o REFIS, como as transações internacionais do Banco Safra, desde a gestão Paulo Maluf - só para manter a questão aqui em São Paulo. Mas pode se pensar em Samarco e tantos outros crimes que só fazem aumentar essa diferença de tempo de vida entre São Paulo e outras localidades deste país continental.

Há questões de justiça, sim! Mas aprendi que a eficiência financeira e o lastro econômico precedem a justiça. Sem trabalho, não há dinheiro, saúde, educação, habitação, segurança, vida. Penso que nada disso é resposta absoluta, mas há respostas absolutas no século 21? Nem mesmo a morte é mais resposta absoluta!

Aprender a aprender


"O que você quer fazer aos 96 anos"? Para mim, esta pergunta que surge aos 35 minutos do episódio “Envelhecêscia”, de TERRADOIS, é a principal reflexão que o aumento da longevidade desencadeia. A arcaica associação entre ser e fazer. O fazer que justifica o ser.

A automação preconiza o fim deste grande paradigma do século 20. A automação é o fim, primeiro do emprego. Depois, do trabalho. E ainda das contribuições à Previdência Social. Por último, do significado de nós mesmos. 

“Nós precisamos de uma escola de ocupação da nossa longevidade”, explica o psiquiatra Jorge Forbes. E aí é que está o pulo do gato! Quem se habilita a ensinar essa lição? Com soluções, mais do que reclamações? Com transformações, mais do que restrições (além daquelas que naturalmente existem)? 

Hoje, eu não tenho respostas. Só mais ecos para a pergunta: o que você vai ser, quando envelhecer?

terça-feira, 31 de outubro de 2017

TEM GENTE QUE FAZ, ENQUANTO OS OUTROS SÓ FALAM

Eu ia começar este post explicando minha ausência nos últimos tempos. Mas decidi falar sobre minha presença no TEDx USP - INTERAÇÕES, que aconteceu dia 27 de outubro aqui em São Paulo.

Das 10 apresentações pautadas na programação, eu me identifiquei demais com as contribuições de Mathew Shirts, jornalista e brasilianista que, na rádio Band News, comanda o programa São Paulo para Paulistanos. Shirts falou sobre seu trabalho como editor na revista National Geographics publicada aqui no Brasil. E explicou como ser uma voz solitária falando sobre impactos das mudanças climáticas. Curioso, porque eu achava que essa coisa de "voz solitária" era uma espécie de exclusividade para quem trabalha com Previdência Complementar. Afinal, diferentemente, os ambientalistas são organizados, militantes, pelo Green Peace e outras instituições têm visibilidade, não é mesmo? Só que não! 

As evidências sobre os incêndios de florestas e reservas ambientais na Chapada dos Veadeiros e em Portugal apontam para ação criminosa. Os Estados Unidos, o Brasil e outros países rompem protocolos, praticam tudo o que sabem que vai destruir mas nutre a ganância e o poder. 

Ontem, no Jornal Nacional, a matéria Concentração de gás carbônico na atmosfera atinge o maior nível em 800 mil anos (clique aqui) me chamou a atenção. Porque a economia global e a sociedade (eu, inclusive) - indiferentes aos apelos e evidências dos cientistas e ambientalistas - não mudam o comportamento, ainda que haja risco para todas as espécies do planeta. 

Porque estou escrevendo isso? Porque nos últimos dias outubro as manchetes sobre Previdência na imprensa são:



Frente a esse tsunami verborrágico sem noção, eu me perguntei: vale mesmo vender essa sandice? Depois, eu senti uma nostalgia da época do jornalismo comentado, analítico e investigativo, o jornalismo consequente era mainstream neste país.

Graças a Deus, uma "voz solitária" e corajosa se manifestou com responsabilidade: o procurador do TCU Júlio Marcelo de Oliveira publicou CPI da Previdência vende uma ilusão ao afirmar que não há déficit.

"Por incrível que pareça, o gasto social do Brasil em percentual do PIB (24,5%) é superior ao do Canadá (21,3%) e do Reino Unido (24,0%) e próximo ao da Alemanha (27,3%). Ocorre que mais da metade desse gasto (12,4%) é feito com previdência e assistência social. Gastamos apenas 6% com educação pública e 4,8% com saúde pública, 0,5% com Bolsa-Família e 0,8% com Seguro Desemprego e Abono Salarial.
Os números são eloquentes, assim como o é nosso atraso econômico e social. Ao negar a necessidade de reforma da previdência, o que a CPI da Previdência nos diz é que está bom gastarmos cada vez mais com aposentadorias em vez de aumentarmos os gastos com saúde e educação. Um verdadeiro tiro no pé".

Aprender a falar

A quem interessa a redução da verba para a Educação, para o desenvolvimento da pesquisa acadêmica? A quem interessa que os cientistas brasileiros abandonem o país em busca de financiamento para suas pesquisas? Quem paga pela aquisição de soluções e inovações desenvolvidas pelos cientistas brasileiros empregados no exterior?

As perguntas são incômodas e não são minhas. Trata-se de uma paráfrase de um trecho da palestra que mais me destruiu no TEDx USP. Ela foi apresentada por Natália Pasternark - bióloga, fundadora do Café na Bancada, blogue de divulgação científica, e diretora no Brasil do Pint of Science, festival internacional de divulgação científica.

Ela cobrou muito essa coisa que a gente chama de protagonismo. Protagonismo daquele já minguado percentual da população que alcançava a formação universitária. E eu fiquei com vergonha, naquela hora. E pensei: "é falar sozinho!". Será? O Conversação está com 125 mil visualizações. Quando eu comecei, tive dúvidas se vingava. Mas tentei e insisti. E sei que já fiz mais... Este ano reduzi, porque não estava muito segura sobre minhas ideias diante de tanto ruído.

Só que sei de profissionais que estão fazendo um trabalho lindo para que as PESSOAS - independentemente dos políticos, dos ruídos da imprensa, da contrainformação - tenham um futuro melhor de verdade. Para que as PESSOAS sejam autônomas, independentes dos governos que, inevitavelmente, passarão e serão passado arcaico. A todos esses profissionais comprometidos com um futuro de qualidade eu rendo minhas homenagens aqui, hoje. Com eles, eu não falo sozinha.





terça-feira, 10 de outubro de 2017

TV ABRAPP: A GENTE FOI MAIS LONGE NO 38º CPCF!


Monitor de TV instalado na porta do estúdio da TV ABRAPP
Algumas experiências profissionais são tão gigantes, que a gente - por um tempo - não sabe ao certo expressar o que elas significam.

Desde o começo do ano, estou envolvida no planejamento, inovação e produção da TV ABRAPP para o 38º Congresso Brasileiro da Previdência Complementar Fechada. Eu diretamente com dois feras  - Alexandre D'Andrea e Rosana Rocha. E indiretamente com toda a equipe de coordenadores e dirigentes do evento. A gente aprende muito, sempre. E nunca aprende tudo!!! Sempre tem surpresa.

Engraçado que, em 2011, quando tudo começou, eu achava e continuo achando que a TV ABRAPP é conteúdo! Conteúdo é sempre minha estrela-guia. Acho que, em 2012, eu somei equipe à lista. Chegamos a um ideal de equipe em 2013. Isso permitiu que, em 2014, eu avançasse na lista: planejamento, conteúdo, equipe, processo. Acho que, em 2015 e 2016, avançamos para infraestrutura, o que se refletiu em qualidade de edição. Acho que também avançamos muito em relacionamento em várias etapas - antes, durante e depois do Congresso.


Este ano, em razão de um patrocínio inesperado e visionário, implantamos uma inovação: a Estação TV ABRAPP, que atuou simultaneamente ao Estúdio. Alexandre D'Andrea, Rosana Rocha e eu éramos praticamente os únicos veteranos da equipe. Confesso minha angústia, apesar da experiência. Meu estômago estava cheio de borboletas durante todo o evento. Aprendi que a equipe precisa ser flexível. Voamos mais longe!

Linguagem!

Mais do que dobrar a captação de conteúdo, trabalhar com influenciadores estratégicos, alinhar a mensagem do Congresso - PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR PARA TODOS! - acho que finalmente estamos construindo uma nova linguagem. Mais dinâmica, simples, sorridente. Tudo isso, sem comprometer o valor da excelência técnica, bandeira de todo o Sistema de Previdência Complementar Fechada. E eu estou imensamente feliz por esta experiência profissional épica.

Entre os 69 vídeos que fizemos, um deles me comoveu muito. Porque expressa demais tudo o que eu acredito. Troca integeracional! Interação e presença de entrevistador (Pedro Málaga, 19 anos, um Luke Skywalker) e entrevistado (Nilton Molina - o mestre Yoda da Previdência Complementar) que se propõem quase um jogo, um desafio de pensamento rápido - quase um duelo de sabres de luz. Mostra também e lindamente a alternância que a Comunicação tem, quando ela é plena, horizontal, democrática, inteligente. Mostra uma aula que vale para todos os tempos, para sempre.  Eu amei todos os vídeos da TV ABRAPP no Congresso. Mas este é o do meu coração e, para mim, ele representa todo o amor que está empenhado neste trabalho! Quer ver mais? Clique aqui.


 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

QUEM TEM SOLUÇÕES PARA O TRABALHO SEM CLT?

Presta atenção! Em novembro as novas regras trazidas pela Reforma Trabalhista entram em vigor. Na prática, essas regras devem significar - para o bem e para o mal - muitas possibilidades de relações do mercado de trabalho. Terceirização, pejotização, inserção do segmento 50+, trabalho sob demanda.

As perguntas que me inquietam agora são: as políticas de gestão de pessoas estão preparadas para atrair e reter mão de obra qualificada nas empresas? Nós, da Previdência Complementar Fechada, temos produtos para dar proteção previdenciária a trabalhadores com esse perfil?

Explico! Desde 2009, sou profissional liberal. Minha passagem pela Fundação CESP, entre 1991 e 2009. Sem a contrapartida do patrocinador, meus rendimentos só permitiram que eu eu mantivesse o plano via o instituto de Benefício Proporcional Diferido (BPD). Isso significa que, até eu cumprir todas as carências e adquirir o direito à complementação de aposentadoria, esse patrimônio fica imobilizado. Mas eu tenho maturidade e cultura previdenciária suficiente para entender a regra do jogo e sustentar a MINHA decisão.


Penso que - até para facilitar a Comunicação com a sociedade, que vai precisar de acesso a produtos de natureza previdenciária, é importante que os motes da Reforma Trabalhista e da Reforma Previdenciária sejam convertidos em diálogo.

O Santander - com muita habilidade - está fazendo esse movimento no mercado. A campanha a tecnologia financeira para facilitar a vida do empreendedor é matadora! Mostra a nova realidade do trabalhador - sem a proteção social da CLT - e apresenta uma ferramenta adaptada para esse mundo de novos negócios de todos os tamanhos.




O 38º Congresso da Previdência Complementar Fechada vem aí. Em outubro, esse debate ganha o mundo presencial, com o mote Previdência Complementar para Todos. Quem encara? Quem propõe soluções? Quem tem ferramentas? Quem tem sugestões? Estou muito ansiosa para descobrir as respostas.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

50+ TONS DA COMUNICAÇÃO EM PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

Trabalho com Comunicação com foco em Previdência Complementar desde 1991. Faz tempo! E vejo esse tempo como uma vantagem extraordinária. Porque permitiu que eu acompanhasse muitos movimentos que a Previdência Complementar fez para se adaptar a estatizações - e portanto aos modelos de plano CD e adesão facultativa. Planos Instituídos. Planos com Perfis de Investimento. 
Estava lendo a entrevista - O abandono da ótica do Medo - de Renato Meirelles à Revista da Previdência Complementar. Para quem não sabe, Renato Meirelles é uma autoridade. Um trecho da matéria explica:


"[...]presidente do Instituto Locomotiva, que apresentou o estudo Brasil Maduro no último Encontro Nacional de Comunicação e Relacionamento com o Participante realizado pela ABRAPP. Fundador e presidente do Data Favela e do Data Popular, onde conduziu diversos estudos sobre o comportamento do consumidor emergente brasileiro, Renato fez parte da comissão que estudou a Nova Classe Média Brasileira, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República". 
Eu não vou repetir a entrevista aqui, mas quero comentar um aspecto. Renato Meirelles chama a atenção para a geração 50+, que ele chama de Gray Power, e a inabilidade dos comunicadores para lidar com ela. 50+ significa: pessoas acima de 50 anos, escolarizadas, e que deverá movimentar R$ 1,5 trilhão na economia.


Mais do que o uso inadequado de estereótipos, a crítica de Renato Meirelles evidencia o uso do medo como estratégia de abordagem das PESSOAS, para que ela faça a adesão a um plano previdenciário.

A técnica foi realmente muito comum. E ainda é usada, mostrando a relação risco/desamparo, causa/consequência do adiamento da decisão. Lembrou aí, Cara Pálida, dessa prática? Bom, mas não é só isso. A geração de comunicadores pós 2008 - muito em razão dos programas de Educação Previdenciára -  substituiu a ameaça e passou a encontrar formas atraentes para oferecer um futuro mais sorridente a participantes potenciais. 
Mas concordo com a crítica! Em geral, a Comunicação Previdenciária tem um salto, um hiato de representação entre 30+ e 60+, curiosamente a faixa etária que me representa e também a muitos profissionais da minha geração e que estão na ativa, trabalhando para fazer mais e melhor.
"Estamos falando de um Brasil onde nascem cada vez menos pessoas e as pessoas vivem mais e que, portanto, registra mudança da faixa da parcela da população brasileira de 60 anos. Ela vai dobrar em uma geração. E isso coloca para o país um conjunto de desafios: que país os jovens de hoje querem viver no futuro? Estamos conseguindo ou não construir um país que seja aberto à população mais envelhecida e que vai viver mais tempo?" Renato Meirelles
A resposta parcial que eu tenho para esse questionamento tão objetivo é: ainda não. Porque os desafios sobre os quais eu penso são maiores até do que a Previdência Complementar. Incluem políticas públicas de respeito e assistência à saúde, inclusão social, acesso ao mercado de trabalho, acesso a cultura e educação, transporte público e trânsito mais humano [na cidade e nas estradas]. Porque, Cara Pálida, a "melhor idade" já é! E uma experiência em massa. Oi? É.

"Olha, eu acho que muitas vezes a comunicação é muito técnica e baseada no pavor, no medo. O que você vai fazer quando envelhecer? O que você vai fazer se não tiver mais trabalho? E talvez fosse mais adequada uma abordagem com viés mais positivo, algo como 'se preocupe em viver' [...]Mostrar o quanto ter segurança financeira abre portas, em vez do princípio lógico do medo, pode ser um caminho interessante de abordagem". Renato Meirelles

Sobre essa perspectiva, vou um pouco mais longe. Acho que parte desse medo também revela rejeição à idade. Tem gente que rejeita a idade, como se pudesse ficar imune ao envelhecimento. Bom, acho que isso é mais uma forma de preconceito que tem nome - etarismo. E como todo o preconceito, precisa ser superado. Depois, é uma forma de rejeitar o trabalho que as soluções exigem. E tem muito trabalho pela frente!

E se tem alguma coisa nova no horizonte é esse olhar atento do mercado para criar expressões além da fragilidade (velho desamparado) e do forever young (velho com piercing e tatuagem). A gente pode fazer melhor, porque diversidade é uma busca permanente de expressões que representem com propriedade a multiplicidade de possibilidades das PESSOAS. 

E comunicador encara esses desafios por modinha?
Claro que não! Comunicador encara esses desafios porque está em seu DNA estabelecer conexões significativas em escala. Comunicador está comprometido com os resultados institucionais estratégicos. Comunicador tem sempre um caso de amor com Educação e aí está o salto qualitativo dessa história: a transformação de comportamento.

50+ variações da mensagem meta tímida para quem pensa em muuuuuuitas PESSOAS. E por quais motivos ainda não nos expressamos assim? Porque ainda precisamos conquistar posicionamento e alinhamento. As soluções de Comunicação precisam ser reconhecidas, legitimadas, aprovadas e depois divulgadas com essa visão comum, compartilhada, endossada.

Falta alguma coisa para fechar esse post? Acho que falar sobre novas atitudes. Elas são determinantes para que tudo mude. As palavras, as cores, os comportamentos.  As atitudes mudam os protocolos. Tornam as relações mais objetivas, sustentadas por fatos. 

Eu tenho certeza que a gente vai ganhar esse jogo, ainda que  o horizonte não seja muito claro aqui e agora. Nesses momentos críticos, é sempre bom lembrar que, há muito tempo, a gente deu essa largada e partiu na aventura de criar o futuro todos os dias.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A ESPONTANEIDADE É UMA LIÇÃO INTEIRA DE VIDA

Isabela e Adriana Carvalho Vieira
Trabalhar com Comunicação no mundo em modo beta [sempre inacabado] surpreende e mantém uma perplexidade contínua com aquela pergunta inquietante: e agora?

No último sábado, eu estava navegando na rede social e parei para assistir a um vídeo postado pela advogada e amiga Adriana Carvalho Vieira. Ela costuma registrar e compartilhar momentos familiares que - juntos - compõem uma crônica afetiva do cotidiano. Eu curto ver!!!!! 

E foi assim, com esse espírito desarmado, que 30 segundos de Isabela (a caçula da Adriana) e o Pirata (o dono da casa da Adriana) me transportaram sem escalas para a esfera das teorias todas da Comunicação, Sociologia da Linguagem, Filosofia da Linguagem, Antropologia... Eu pensei em tudo misturado e ao mesmo tempo.


Um salto no século

Para quem não viveu aquela época, o século 20 foi um tempo em que as PESSOAS diziam: "Dá a patinha!" . O animal, quase sempre respondia à súplica com indolência ou indiferença. Entretanto, a Isabela e o Pirata mostram que no século 21 as coisas são bem diferentes. Ela comanda: "Toca aí mano!". E ele não só entende como ainda corresponde intransitivamente.
"Ensinai, ó Pai, o que eu ainda não sei". Gilberto Gil

Penso que, como eu, meus mestres dificilmente teriam respostas para as questões sobre as mudanças na Comunicação e no mundo de hoje. A crescente importância que os dados assumem nas mensagens. O descompromisso com a verdade. O comprometimento da ética. O lucro a qualquer custo. Tudo isso entra em doses diferentes nas informações que consumimos diariamente. Capitalismo na veia faz trocar espontaneidade e poesia por lógica e dinheiro. 

E a vida acontece à parte de tudo isso. Talvez nem sempre tenhamos olhos ou tempo para ver. Talvez estejamos indolentes e indiferentes à vida, preocupados e ocupados com os apelos capitalistas e o olho do furacão do mercado de trabalho. Não tenho respostas ainda. Só inquietação e aquela pergunta insistente: e agora?

Além dos algorítimos e apocalipse

O vídeo da Isabela e do Pirata me fez querer estar em um futuro diferente daquele que os especialistas têm preconizado: robôs, algorítimos, desemprego, desamparo e apocalipse. Eu quero construir novas narrativas de futuro, porque há muito tempo esse tem sido o meu trabalho, como operária da Previdência Complementar em um país tão desigual, como o Brasil.

E eu espero que, no futuro, o trabalho que estamos construindo seja solução significativa em maior escala também para as PESSOAS do século 21. Eu espero, de coração, que tenhamos muitas respostas e novas histórias de vida não apenas mais longevas, mas humanas, plenas, sensíveis e felizes - versão evoluída de nós mesmos.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

QUEM QUER SER DIFERENTE?

Por razões óbvias, o mercado financeiro costuma ser fonte de inspiração e referência para a Comunicação em Previdência Complementar. A similaridade começa na natureza do negócio, contratos de prestação de serviços, rotinas e protocolos de operacionalização de atendimento, tecnologia, contabilidade, investimentos e segurança e por aí vai até chegar ao jeito como as equipes se vestem, falam e se comportam. Esse formato é tão estruturado que influencia todo o posicionamento estratégico institucional.

Mas é importante reconhecer que a sociedade está mudando. E o mercado reage buscando novas narrativas, novos diálogos para conquistar - senão a confiança, o respeito e o bolso do consumidor - sua atenção. Porque em tempos de redes sociais, a atenção também é capital comunicacional. Por isso, as empresas estão indo além dos APP e do relacionamento 360°. Elas estão buscando o DNA do século 21.


Equipe da Warren - fintech criada a partir do rompimento societário da XP Investimentos. Saiba mais
No mundo em modo Beta, nenhuma resposta é definitiva. Há infinitas possibilidades de expressões institucionais no ecossistema comunicacional e penso que este seja um momento de transição. E é evidente que empresas mais tradicionais em geral resistem a acompanhar tendências.

Não se trata de resistência gratuita, mas um reflexo e um viés de caráter Sociológico ou Antropológico. Afinal, quem faz e decide a Comunicação de empresas tradicionais? Quem consome a Comunicação de empresas tradicionais? Segundo estudo do Grupo Abril, o segmento de mercado com dinheiro para consumir e influenciar outras gerações tem em média 40 anos de idade (clique aqui) e não se sente representado nem se identifica com esse tipo de imagem.

Comunicação feita COM gente

Para a Previdência Complementar Fechada uma solução de Comunicação muito coerente e consistente é criar oportunidades para co-criar, isto é, criar junto com os representantes dos principais públicos estratégicos: patrocinadores, participantes, assistidos, conselheiros, dirigentes e quadro funcional.

Em resumo, estou falando de buscar, jogar luz e empoderar os embaixadores da marca para que se transformem em micro-influenciadoresA tática é trabalhosa, mas o resultado é autêntico e cria identificação instantânea que soma valor para imagem, reputação, credibilidade. Por isso, destaco o BELÍSSIMO case da SP-Prevcom, que mostra como associar imagem a significado, a conteúdo.



É preciso reconhecer que colocar o ser humano no foco da mensagem revela flashes de uma sociedade muito mais ampla e diversa do que a Comunicação é capaz de representar em suas mensagens. Dentro dessa geleia geral, a identidade institucional é necessariamente um recorte singular, com a finalidade de distinguir uma empresa das demais.

Mas acredito que o olhar periférico - exercício de conhecer tendências - ajuda no processo de atualizar a linha editorial  da Comunicação que será adotada para reforçar a identidade e estabelecer o relacionamento com diferentes públicos estratégicos. E se a decisão for ousar, que ela seja consciente e surpreendente.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O PRÓXIMO PASSO É O PROPÓSITO AGORA!


Esta imagem é de uma campanha feita pela Johnnie Walker, em 2011. Lembrei dela porque nestes dois últimos dias, reencontrei um amigo de Curitiba: o advogado Alexandre Barbur, da Fundação Copel, que me cobrou a atualização do Conversação. Fiquei muito feliz com o encontro e com a atitude dele. Fizeram com que eu refletisse sobre as informações que nos incomodam. Porque nestes andei fazendo muita coisa, mas quase tudo em silêncio.

Para mim, só o silêncio me localiza no caos. O silêncio me dá oportunidade para reorganizar o pensamento e buscar a minha própria expressão. Meu silêncio é muito ativo. Empenho meu silêncio em pesquisa. Quero saber o que os outros estão fazendo e pensando para lidar com o caos do mundo. As soluções, os conflitos, as novas histórias. Acho que é mais ou menos assim:mergulho, me reorganizo e volto para a superfície. Aí sim, dá para fazer barulho novamente!

Desde junho, fui para Curitiba conhecer o trabalho incrível de gestão estratégica e indicadores, feito pelo genial Marcos Adlich, da Fundação Fibra, assisti em São Paulo ao curso de governança por indicadores, de Márcio Medeiros, da Funpresp-Jud. Li bastante. Pela TV ABRAPP, trabalhei no excelente 12º ENAPCDe alguma forma, todas essas fontes e referências estarão reunidas, organizadas, linearizadas em um curso que preparei para apresentar na Fundação Real Grandeza






Comunicação é como preparar um bolo: você junta muitos ingredientes, num jeito de fazer só seu, e depois compartilha com as PESSOAS. Comunicação é como deixar a casa arrumada e confortável para aqueles que vivem nela. Comunicação é fazer sentido para si e o mundo, porque Comunicação é relacional. Comunicação exige responsabilidade e compromisso. É por isso que estou aqui escrevendo agora. O reencontro com o Alexandre Barbur me alertou para isso!

Mesmo que o caos do mundo pareça intransponível, você só tem que continuar com seus passos, seus posts, seus vídeos, suas aulas, suas conversas. É assim que você vai se ocupando, lapidando a própria expressão, enquanto atravessa o caos para escrever sua própria história. Gigantes da indústria da bebida como Jonhnie Walker, Veuve Cliquot, Coca-Cola (que já foi elixir e levava álcool na composição) passaram por guerras e sobreviveram a ambientes de muita escassez. 


A história institucional que escreveram transformou a vida em cadeia: os consumidores, os trabalhadores, os parceiros, os concorrentes em todo o mundo. Essas empresas se reinventam, conquistam novas PESSOAS. Estão além do tempo e do caos, fiéis a propósitos e sonhos que as inspiram. Difícil acreditar que, na prática, tudo começou com um gole, uma garrafa, alguns grãos, um xarope, algumas uvas e uma fórmula de obstinação na conquista de paladares, bolsos, corações, mentes, mercados e mundo.

Por isso, para encerrar essa prosa, acho que vale rever o filme e buscar o impulso para o próximo passo. Obrigada Alexandre Balbur! Neste momento, eu superei meu silêncio.


sábado, 24 de junho de 2017

O FUTURO TEM QUE SER MELHOR PARA TODOS


As PESSOAS no olho do furacão da mudança do mundo. Sou influenciável pelo entusiasmo alheio. Mas achei que essa ideia de PESSOAS fosse força de expressão, alinhamento temático e teórico dos profissionais com quem andei conversando ultimamente e que contradizia algumas tendências que preferem colocar o algoritmo no lugar das PESSOAS.

Mas hoje é sabadão. E eu estava até agora surfando na rede, quando encontrei uma nota sobre futuras mudanças no Facebook. A rede social que agrega quase dois bilhões de usuários no planeta quer estimular o vínculo relevante, as reais afinidades entre grupos para que a experiência relacional seja cada vez mais útil e inteligente (clique aqui).

Então, a questão não se restringe a PESSOAS ou algoritmos. A questão é PESSOAS E ALGORITMOS. Ainda não sei bem... Mas para os Comunicadores, acho que isso é uma inquietação que se reflete diretamente nos desafios da linguagem. E ela encontra muitas formas de se expressar. Isso me fez lembrar do mote do 38° Congresso Brasileiro da Previdência Complementar Fechada: PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR PARA TODOS.

A identidade visual este ano coloca o elemento humano em evidência. A marca do evento literalmente abraça a PESSOA. Sugere a ideia de proteção aqui, agora e sempre. Sugere confiança no presente e no futuro. Que bom! 

A Shell está com uma campanha publicitária direcionada pelo conceito HUMANOLOGIA. Coincidência ou tendência? Coincidências não existem. Então acho que o recado é aproveitar as oportunidades para manifestar a melhor humanidade que há no ser humano.



E qual a vantagem de manifestar humanidade em um mundo tão adverso? Eu não sei a resposta para essa pergunta. Mas posso arriscar alguns palpites:

1. A humanidade pode nos redimir de nós mesmos e nossas falhas de comportamento mais primitivas.
2. A humanidade perdoa.
3. A humanidade se adapta e encontra soluções e respostas para as adversidades.
4. A humanidade é o vínculo relevante que nos une como espécie.
5. A humanidade pode ser uma resposta para a superação da escassez pela abundância.

Êpa! Viajei demais? Não! É só entender o que a plataforma Watson da IBM está fazendo pela medicina e perceber que existe uma convergência conceitual, uma complementaridade com a proposta de Mark Zuckerberg

Para finalizar este post, vou compartilhar aqui um vídeo que mostra na prática como na Pós Modernidade a leveza dos dinossauros se combina à estabilidade das borboletas, tema do meu post anterior (clique aqui). 

Troca intergeracional: Warren Buffett (86) e Bill Gates (61), amigos desde 1991. PESSOAS!! O primeiro, da área de finanças. O segundo da área de tecnologia da informação. Resultados: dois souberam como construir fortunas. Aprender a aprender: os dois souberam como operar novos mapas mentais em um mundo em mudança. Competência: os dois souberam como tratar estrategicamente informação. Interdependência: os dois souberam como e liderar e inspirar PESSOAS. Eles mudaram comportamentos globais. Influenciaram culturas. E assumem sem deslumbre nem ostentação a própria humanidade. 

Sei que o mundo é maior e pleno de inconsistências e desigualdades. Mas a fórmula do futuro que pode ser melhor para todos vai necessariamente combinar PESSOAS E ALGORITMOS.  Vou reler o livro HumanKind, de Tom Bernardin & Mark Tutssel, da Leo Burnett.


terça-feira, 20 de junho de 2017

PAIXÃO PELAS PESSOAS É ESTRATÉGIA PARA SER PRODUTIVO E FELIZ

As oportunidades que tive para conhecer sociólogos sempre foram muito transformadoras. Eles fazem a gente enxergar além!!! Minha orientadora, Maria Cristina Castilho Costa, é socióloga. Há algum tempo, na banca de defesa do meu mestrado, o único Octávio Ianni estava lá para propor uma reflexão e uma ampliação da minha pesquisa sobre a influência dos dados quantitativos na Comunicação, analisados pela perspectiva sistêmica. Um luxo! Aventuras assim são atemporais, eternas, singulares.

Então, é sempre bom estar preparado para conhecer sociólogos! Recomendo o estado de alerta, mas não sei se é exatamente possível praticar. Explico! Em maio/2017, a serviço da TV ABRAPP, precisei entrevistar o sociólogo Artur Roman. Eu estava pautada para a abordagem: ele falaria sobre os temas arte da palavra e argumentação. E foi assim, munida desses elementos e meu repertório pessoal sobre Comunicação que eu fiz o convite para a gravação do conteúdo do vídeo.

De verdade? Ele deu o primeiro pocket show sobre Comunicação na Pós-Modernidade. Eu fiquei atordoada! Entendi que tratava-se de over dose de informação qualificada concentrada. Mais tarde, comecei a pensar sobre o conteúdo como um convite para a mudança de comportamento. Ouvir mais! Diferenças como oportunidades para ser um ser humano melhor. Usar a objetividade e a efetividade na Comunicação para ser mais afetivo, ter mais tempo e transcender. Apaixonante!


Agora em junho/2017, novamente a serviço da TV ABRAPP, reencontrei o professor. Desta vez, além avisada, consegui assistir à palestra que ele preparou para tratar  dos Recursos Humanos na Pós Modernidade. 

Aprendi que na Pós Modernidade, a capacidade de adaptação é decisiva para a preservação ou extinção de espécies. Os 120 milhões de anos não foram suficientes para evitar que os dinossauros fossem superados como espécie. Aprendi também que Borboletas e Mariposas são o símbolo da Pós Modernidade. A diversidade e a fluidez são características que criam proximidade.  
Slide da palestra Um olhar dos Recursos Humanos na Pós Modernidade, de Artur Roman
O desafio mundo do trabalho hoje exige ambientar dinossauros e borboletas. Porque a Pós Modernidade é troca intergeracional significativa, é diversidade, criatividade, inovação, é utilização de competências múltiplas, é articulação de inteligência coletiva, é exploração não mais do trabalho, mas da alma! Não é uma tarefa simples. Mas dela depende a continuidade do ser humano como espécie.

Pode parecer paradoxal, porque a máquina hoje está muito em evidência. Pessoas, apaixonadamente, preferem olhar para seus smartphones mesmo quando o avião sobrevoa todas as paisagens iluminadas do Rio de Janeiro. Pessoas com fones de ouvidos deixam escapar um pássaro cantando ou outra pessoa se expressando. Pessoas com seus tablets e notebooks buscam sozinhas soluções para problemas quando poderiam compartilhar em prosa [e verso] respostas, questionamentos, inquietações.

Penso que recriar a surpresa da vida está nos bastidores dessa coisa toda do exercício da Pós Modernidade. Ver nas PESSOAS o apelo maior para todas as nossas atenções, esse é para mim salto de transcendência do eu para o nós, da consciência que exige o pós.
Slide da palestra Um olhar dos Recursos Humanos na Pós Modernidade, de Artur Roman
Penso que o vídeo que gravamos reflete essa orientação com mais propriedade. É com ele que encerro este post e uma provocação do sociólogo Michel Maffesoli: "Tento dizer, então, de maneira um tanto provocativa, que nas diversas manifestações da vida social não há simplesmente a racionalidade, e sim as emoções, as paixões".