quarta-feira, 5 de abril de 2017

HÁ RESPOSTAS PARA VIVER DEMAIS?


Há respostas para viver demais? Viver por mais tempo. Abandonar a linha reta para experimentar as possibilidades, a sinuosidade do século 21?Parece filosófico,existencial? É, com muitos aspectos pragmáticos, é claro! E muitos eu termino colocando em evidência aqui. Mas o tempo tem muitas dimensões, além da pragmática. Viver de um jeito só, viver uma só história, linearmente é pouco. Esse jeito não cabe mais no século 21. E - sim - a aposentadoria é uma dessas linearidades que se transformaram.

Ontem - por dica do professor Nivaldo Cândido Oliveira - assisti a parte do episódio do programa Terradois, da TV Cultura, que se propõe a ajudar a pensar as mudanças do tempo que vivemos. Minha surpresa foi ver o tema aposentadoria figurar com naturalidade no meio da reflexão. Sem dúvida, precisamos demais e de mais abordagens como essa.

video

Este é só um drops da reflexão de ontem. Quer ver mais? Vai lá no Youtube. Os vídeos do programa estão lá.

Na semana passada, a trabalho, assisti a uma aula do atuário-prodígio João Marcelo Carvalho (UniAbrapp) que, entre outros assuntos, falava da securitização do risco de longevidade. Há resistências à ideia que, se há algum tempo era ficção, hoje é fato. Houve resistências ao projeto da Educação Previdenciária. As resistências são próprias do estranhamento ao novo. Mas aos poucos o novo se naturaliza e a vida incorpora essas respostas, essas soluções.


Ainda que as narrativas do nosso tempo insistam em conservar padrões experimentados até o século 20, a vida tem outra configuração agora. Não? Então por que o economista Eduardo Giannetti da Fonseca vai aparecer hoje no programa Amor & Sexo

Esse é um caldo diferente. Temos que reconhecer! E desse reconhecimento dependem as respostas que daremos a nós mesmos para a pergunta: conseguimos expressar e dar forma a toda a vida que há em nós? Penso que hoje a resposta pronta ideal para essa pergunta tem só seis letrinhas: sempre! Mas eu mesma já não sei se isso basta. 2017 trouxe muitas dúvidas para mim. O que eu sei é que estamos em busca. Muita gente está. Muita gente quer saber. É meio que o horizonte sem fim. Porque se tiver fim, deixa de ser horizonte.

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